Empoleirada nas margens do Adriático, Dubrovnik é um dos destinos mais notáveis do Mediterrâneo. As suas muralhas medievais, a cidade velha classificada como Património Mundial da UNESCO e as suas águas azuis profundas distinguem-na das demais. Fomos conquistados pela riqueza do seu património arquitetónico e pela beleza crua da sua costa dálmata.
Neste artigo, partilhamos consigo 10 razões para visitar esta cidade extraordinária.

Esta é uma opinião completamente independente, baseada na nossa própria experiência. Fizemos as nossas próprias escolhas, visitámos a região de forma anónima e pagámos as nossas contas na totalidade.
Vale a pena visitar Dubrovnik?
Absolutamente. Dubrovnik combina um património medieval intacto, um mar Adriático excecional e uma vida cultural rica. Fomos seduzidos pela coerência arquitetónica da cidade velha, pela força das muralhas e pela suavidade da costa dálmata circundante. Esta cidade surpreende-nos a cada passo.
A seguir, enumeramos os motivos de forma mais pormenorizada. Também pode ver a nossa seleção das principais atracções da cidade.
Razão 1 – As suas muralhas medievais

Caminhar sobre as muralhas de Dubrovnik é, sem dúvida, a experiência mais emblemática que a cidade tem para oferecer. Estas fortificações medievais, que datam do século XIV, circundam completamente a cidade velha numa extensão de quase 2 km. Do cimo das muralhas, é possível desfrutar de vistas deslumbrantes sobre os telhados cor de laranja, o Mar Adriático e as ilhas circundantes. Fizemos a visita guiada, que permite ver a cidade velha de todos os ângulos, tanto do mar como do interior. Recomendamos que vá de manhã cedo para evitar as multidões e obter a melhor vista possível dos telhados. O bilhete está incluído no Dubrovnik Pass (40 euros). Saiba mais no nosso artigo dedicado!

Razão 2 – A cidade velha, classificada pela UNESCO, um labirinto de calcário barroco

Classificada como Património Mundial da UNESCO desde 1979, a Cidade Velha de Dubrovnik é um labirinto de ruas calcárias de calçada branca, praças animadas e fachadas barrocas de notável coerência arquitetónica. Passeando por ela, descobrirá palácios renascentistas, fontes históricas, como a Grande Fontaine d’Onofrio, do século XV, e uma série de pequenas capelas. Adorámos perder-nos nas ruelas que sobem a encosta, longe da azáfama da Stradun. A cidade velha, totalmente pedonal, revela-se diferente a cada hora do dia: calma de manhã, animada durante o dia, atmosférica ao cair da noite. O acesso é livre e sem restrições, a partir do Portão de Pile, a oeste, ou do Portão de Ploče, a leste. Leia o nosso artigo sobre a Cidade Velha.

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Veja os nossos conselhos (em breve)
Razão 3 – A Stradun, uma rua animada no coração da cidade

A Stradun, também conhecida como Placa, é a principal via pedonal que atravessa a cidade velha de leste a oeste durante cerca de 300 metros. Pavimentada com pedra calcária polida pelos séculos, esta avenida é o coração pulsante de Dubrovnik. Apreciámos a atmosfera do passeio noturno, quando os habitantes locais se juntam aos visitantes para uma passeggiata ao estilo dálmata: as esplanadas dos cafés ganham vida, as fachadas barrocas são iluminadas e a pedra branca ganha tons dourados. Durante o dia, a Stradun é também o ponto de partida ideal para explorar as ruas secundárias, os museus e as fontes históricas. Encontrará uma atmosfera diferente consoante a hora do dia em que se aventurar por lá.
Razão 4 – Um património histórico e museológico excecional

Dubrovnik possui um número notável de monumentos históricos num pequeno espaço. A Catedral da Assunção, construída entre os séculos XVII e XVIII em estilo barroco, alberga um tesouro de valor excecional: relicários de ouro e prata, um políptico atribuído a Ticiano e um relicário do crânio de São Brás, padroeiro da cidade. A poucos passos, o Palácio do Reitor foi a sede do governo da República de Ragusa. Ficámos fascinados pela sua loggia com colunas elaboradas e capitéis esculpidos. Por fim, o mosteiro dos Les Franciscaines, fundado no século XIV, alberga um dos mais antigos claustros românico-góticos da Croácia, bem como uma farmácia em funcionamento desde 1317.

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Razão 5 – O Forte Lovrijenac e a história da liberdade

Empoleirado num rochedo de 37 m de altura a oeste da cidade velha, o Forte Lovrijenac é uma das fortalezas mais impressionantes da costa da Dalmácia. Construído no século XI para defender a cidade contra as tentativas venezianas de conquistar a baía, ostenta a inscrição latina “Non bene pro toto libertas venditur auro” (“A liberdade não pode ser vendida por todo o ouro do mundo”). Os fãs da série Game of Thrones reconhecê-lo-ão imediatamente. O forte foi utilizado como cenário para a Fortaleza Vermelha de King’s Landing em várias temporadas. Ficámos maravilhados com a vista de 180° sobre o mar e as muralhas a partir dos seus terraços. Além disso, o Festival de verão de Dubrovnik organiza aqui todos os anos espectáculos teatrais ao ar livre, o que faz deste local um lugar animado muito para além da sua história. O forte fica a 5 minutos a pé da Porta Pile e está incluído nas excursões Dubrovnik Pass e Game of Thrones.

Razão 6 – O Monte Srd pelas suas vistas panorâmicas e história contemporânea

Para ver Dubrovnik em todo o seu esplendor, o Monte Srd, a 412 m, é o ponto de observação ideal. Um teleférico vai da cidade velha até ao cume em apenas alguns minutos, oferecendo vistas espectaculares dos telhados cor de laranja, do Mar Adriático e da ilha de Lokrum à medida que se sobe. Recomendamos particularmente a subida ao fim do dia: ao pôr do sol, a luz dourada sobre as muralhas e a água é simplesmente extraordinária. No topo, o Forte Imperial, construído por Napoleão no século XIX e defendido heroicamente durante o cerco de 1991-1992, alberga um museu dedicado à Guerra da Independência da Croácia. Também é possível subir ao topo a pé em cerca de uma hora e meia. Visite o sítio Web oficial para obter mais informações .

Razão 7 – A ilha de Lokrum, um refúgio natural das muralhas

A apenas 600 m da costa da cidade velha, a ilha de Lokrum é um refúgio natural classificado como reserva natural, acessível em cerca de dez minutos pelos autocarros shuttle que partem regularmente do porto da cidade velha. Coberta por uma vegetação luxuriante, pinheiros, oliveiras centenárias e plantas mediterrânicas raras, alberga também um jardim botânico fundado no século XIX pelo arquiduque Maximiliano da Áustria. Ficámos encantados com os pavões que passeiam livremente entre as ruínas do mosteiro beneditino e os visitantes, sem a menor timidez. Existe um lago de mar interior onde se pode nadar em águas calmas e pouco concorridas. Reserve meio dia para o aproveitar ao máximo. A ilha está encerrada no inverno e os autocarros circulam das 9h00 às 19h00 durante a época alta. Encontre todos os passeios de barco para Lokrum aqui.

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Razão 8 – Escapadela às Ilhas Elaphite

Apenas a algumas milhas náuticas a noroeste de Dubrovnik, o arquipélago de Elaphite é composto por treze ilhas, das quais apenas três são habitadas: Koločep, Lopud e Šipan. Este passeio de barco é uma óptima maneira de se afastar da agitação da cidade velha e descobrir uma costa selvagem, enseadas isoladas e aldeias com becos desertos. Fomos conquistados pela tranquilidade de Lopud, cujas praias de areia, raras na Dalmácia, proporcionam um contraste bem-vindo com os seixos omnipresentes. O arquipélago pode ser explorado através de um ferry ou de uma excursão organizada a partir do porto de Dubrovnik, com paragens em várias ilhas num só dia. Reserve um dia inteiro para visitar duas ou três ilhas. Reserve já a sua excursão para poupar tempo!

Razão 9 – A gastronomia da Dalmácia, entre o mar e a terra

A cozinha da Dalmácia baseia-se em produtos de qualidade: peixe e marisco do Adriático, azeite local e vinhos das vinhas de Pelješac. Entre as especialidades que não pode deixar de provar estão a peka (carne ou polvo cozinhados debaixo de um sino), o brudet (guisado de peixe), a massa de marisco e o crni rižot (risoto de tinta de lula). Recomendamos que visite as konobas (tabernas de gestão familiar) em vez dos restaurantes na Stradun, que são frequentemente mais turísticos. A Rue Prijeko, que corre paralela à Stradun, alberga uma grande variedade de restaurantes. Gostámos particularmente do Restaurante Taj Mahal pela sua relação qualidade/preço e autenticidade. Para um ambiente mais local, o bairro de Lapad também tem alguns bons restaurantes.
Razão 10 – Uma base ideal para explorar a região

Dubrovnik é também uma excelente base para explorar a área circundante. Cavtat, uma pequena cidade da Dalmácia a 18 km a sul, pode ser alcançada em 20 minutos de barco a partir de Dubrovnik. A sua orla marítima arborizada, os palácios venezianos e a atmosfera tranquila fazem dela uma óptima excursão longe das multidões. Também adorámos andar de caiaque no mar a partir da cidade velha, ao longo do lado do mar das muralhas da cidade e nas grutas rochosas. Em direção a sul, Kotor, no Montenegro, fica a 2 horas de carro (85 km). Mostar, na Bósnia-Herzegovina, pode ser alcançada em cerca de 2h30-3h: a sua Ponte Velha otomana reconstruída e as suas ruas de pedra tornam-na imperdível. Perto dali, a cascata de Kravica impressiona com as suas águas turquesa e piscinas naturais, um contraste impressionante com a costa da Dalmácia. Consideramos que esta localização é um dos verdadeiros trunfos de Dubrovnik para os viajantes curiosos. Se não quiser preocupar-se com nada, reserve uma excursão organizada.
Algumas desvantagens de uma viagem a Dubrovnik
O afluxo de turistas
Dubrovnik é um dos destinos mais populares do Mediterrâneo, mas esta popularidade tem um lado negativo. Em julho e agosto, as muralhas da cidade, a Stradun e os locais emblemáticos estão saturados de visitantes. Aconselhamo-lo a optar por períodos de época baixa – primavera ou outono – ou por horários de abertura de manhã cedo para uma experiência mais descontraída. É também essencial reservar com antecedência os seus bilhetes para as muralhas e museus da cidade, bem como o seu alojamento. Fora da época alta, a cidade velha adquire uma atmosfera muito mais local e os preços dos alojamentos baixam significativamente.

Preços elevados
Dubrovnik é um dos destinos mais caros da Croácia. Na época alta, o alojamento na cidade velha e nos seus arredores é muito caro e os restaurantes nas principais rotas turísticas são significativamente mais caros do que a média nacional. As entradas para os principais locais também representam uma despesa significativa: as muralhas da cidade custam 35 euros, o teleférico 25 euros ida e volta e o Palácio do Reitor 15 euros. Para manter os custos sob controlo, recomendamos que fique no distrito de Lapad, coma nas konobas das ruas laterais e considere o Dubrovnik Pass se estiver a planear várias visitas.

Tráfego e estacionamento
A cidade velha é totalmente pedonal: é impossível entrar de carro. Na época alta, encontrar um lugar de estacionamento nas proximidades é um desafio. Os principais parques de estacionamento são o parque de Ilijina Glavica (mais próximo da Porta Pile, cerca de 5 euros/hora), o parque de Gruz, perto do porto de ferries, e o parque de Lapad. Recomendamos que chegue de manhã cedo ou que estacione numa zona periférica e apanhe o autocarro para o centro. A rede de autocarros urbanos é eficiente: as linhas 1A e 1B ligam a cidade velha ao porto de Gruz e Lapad. Os bilhetes podem ser comprados ao motorista por cerca de 2 euros.

Como chegar a Dubrovnik
Dubrovnik é servida pelo Aeroporto de Dubrovnik-Čilipi, situado a 22 km do centro da cidade e ligado a muitas capitais europeias por voos diretos sazonais e regulares. Os vaivéns aeroporto-centro da cidade (autocarros Atlas) funcionam sempre que chega um voo. A cidade também é acessível por estrada a partir da Croácia ou dos países vizinhos: de Dubrovnik a Split, são necessárias cerca de 3h30 (225 km), e 5h30 a 6h a partir de Zagreb (600 km). Por fim, Dubrovnik está ligada por ferry a partir de Split, Rijeka e das ilhas da Dalmácia. Ver aqui as ligações por ferry.





